domingo, 31 de julho de 2011

Cinco discos pra entender o Britpop

O relançamento dos discos do Suede marca os 20 anos do Britpop, momento no qual diversas bandas britânicas despontaram para o mundo no vácuo que ficara após o sumiço do Grunge. Não que fosse um movimento organizado – o Britpop foi tendo seus contornos definidos basicamente pelo sucesso de um pessoal que cresceu ouvindo Beatles, Bowie e a geração do Punk, e que àquela altura dava ao mundo as melhores canções guitar rock desde os tempos dos Smiths. Abaixo, cinco discos cruciais pra saber o que rolou por lá naquela época.

“Suede” (1993) - Suede

O Suede é considerada a banda pioneira do Britpop. Juntando o Glam de Bowie com a postura dramática dos Smiths, a banda de Brett Anderson interrompia o ciclo shoegazer, e já sem nenhum resquício da onda dance, do Madchester, inaugurava uma nova década na música pop da Inglaterra. “So Young” e “Animal Nitrate” já deixavam clara toda a virulência de uma banda que difilcimente passaria despercebida. (Aqui)

“Definitely Maybe” (1994) – Oasis

O Oasis é talvez o maior nome da ilha nos anos 90. E este disco foi até pouco tempo atrás o disco de estréia que vendeu mais em menos tempo, o que não foi por acaso. O Oasis trazia uma verdadeira síntese do melhor de 3 décadas de tradição do rock inglês, sem medo de soar clichê. Entre o pop e o barulho, as baladas e o peso, lotar estádios parecia a vocação natural dos irmãos Gallagher. (Aqui)

“Parklife” (1994) – Blur

O Blur tem uma discografia meio irregular, mas ele foi por um bom tempo a pedra no sapato do Oasis na briga pelas atenções da mídia e do público. Representando um lado mais londrino da cena britpop (contrastando com a rudeza dos interioranos do Oasis), o Blur fazia uma linha menos rocker que a dos rivais. A música deles se afinava mais ao humor dos Kinks e ao rock alternativo americano, sem desprezar influências tipicamente inglesas, como o dancehall e a psicodelia dos anos 60. (Aqui)

“The Bends” (1995) – Radiohead

O Radiohead apareceu pro mundo com “Creep” e ninguém achava que eles fossem muito além daquilo. Fãs da angústia do REM e do noise pop dos Pixies, o Radiohead lança em 95 o disco no qual encontraria o seu som, o seu caminho, o caminho que a levaria ser a melhor banda da década seguinte. Como os discos já citados aqui, The Bends vai enfileirando canções poderosas num fôlego raro de se ver. A música da propaganda do “Carlinhos” é um exemplo disso, e é um bom prenúncio do que estava por vir. (Aqui)

“The Man Who” (1999) – Travis

Quando ninguém mais esperava que o Britpop ainda rendesse alguma coisa, o Travis atinge o pop perfeito em seu segundo trabalho, arrebatando multidões e a crítica por onde passava. Belas melodias, muitos violões, refrões escancarados e um vocalista carismático fizeram a fama do Travis por festivais mundo a fora, no que foi um dos melhores momentos da década. Nomes como Paul McCartney e Noel Gallagher foram alguns dos que caíram de amores pela banda. E não deu outra: para irem do “Lado B" para o “Disk MTV” foi uma questão de meses. (Aqui)