quinta-feira, 8 de janeiro de 2004

Tragicômica


Continuo sem ter o que postar. Mas para que ninguém "dê viagem perdida", posto esta besteira que me chegou por email:

- Qual é a mais correta definição de Globalização?

- A morte da Princesa Diana.

- Por quê?

- Uma princesa inglesa com um namorado egípcio tem um acidente de carro num tunel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico americano, que usou medicamentos brasileiros e este texto te foi postado por um Português, usando tecnologia de Bill Gates, e você provavelmente vai ler isto num clone da IBM que usa chips feitos em Taiwan, num monitor coreano montado por trabalhadores do Bangladesh numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, re-empacotado por mexicanos e finalmente vendido a ti por judeus...

Será mesmo que o Fusquinha-de-Portas-Abertas, vulgo Príncipe Charles, esteve por trás disso? Eu não sei... Se ele tivesse que matar alguém, que matasse a velha, pra que enfim assumisse aquele trono. As más linguas, dentre elas a do mordomo da falecida, insinuam que o Charles "joga água fora da bacia", "escorrega no tomate", "não é chegado", etc. É como se diz por aqui: "Quando o povo fala, ou é ou tá pra ser..."


quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Orientais


Imagine um casal se encontrando no final de um filme, após uma série de desencontros. Enfim, eles percebem que dali em diante vão poder ficar juntos. Qual atitude selaria esta certeza? Um beijo, é claro. Mas no filme do Jackie Chan não foi assim.

Passou ontem na Sessão da Tarde. No filme ("O Último Desafio", eu acho), Jackie interpretava ele mesmo, um empresário cujo hobbie era lutar e que agora se via as voltas com a solidão, procurando sua alma gêmea entre as fúteis modelos que o rodeavam.

Num dado momento, ele conhece uma moça, recém-chegada do Taiwan, que fora guiada até a China por uma mensagem numa garrafa, encontrada pelo seu golfinho de estimação. Enquanto se conheciam, inevitavelmente um foi que pegando afeição pelo outro (algo como A Dama e o Vagabundo, só que ao contrário). Jackie começa a acreditar na possibilidade daquela inocente caipira poder ser sua parceira ideal, que há muito procurava. Mas, para atrapalhar tudo, ele acaba mandando-a embora ao confundi-la com a mulher de um gangster, rival seu, e ela volta pro Taiwan, desiludida.

Algumas lutas acontecem e paralelamente ele descobre que havia se enganado. No fim, ele consegue reencontrar a moça, se explica pra ela, convence os pais dela de que realmente a ama e então... Se abraçam. Não trocam nem beijinhos no rosto. De mãos dadas, o casal fita sorridente o Oceano Pacífico e pronto, sobem os créditos.

Para mim, acostumado aos moldes cinematográficos americanos, um beijo apaixonado seguido por um meloso BG instrumental seria o final lógico do filme, como foi pra tantos outros da filmografia universal. Demorei pra perceber que se tratava de uma produção essencialmente oriental, dada a natureza dos atores, dos nomes que apareciam nos créditos e os países onde a historinha aconteceu. Por isso esse recato todo, esse puritanismo... Tem cena em Malhação que sugere mais do que esse filme todo.

Estamos mais distantes do Oriente do que pensamos.


domingo, 4 de janeiro de 2004

Piada



E eu que já fui adepto disso...

Ainda


Só complementando o post anterior: eu não sou contra gírias nem estrangeirismos, pelo contrário. Isso é o que mostra o caráter dinâmico da língua, sua capacidade de evoluir, se reciclar, etc, etc... Quanto aos vícios eu não vou nem falar por que há vezes em que realmente o problema é mais psicológico do que lingüístico, então melhor não opinar.

O que eu não aceito mesmo são essas expressõezinhas que um belo dia alguém tido como descolado/antenado aparece falando e que daí em diante está todo mundo repetindo, sem nem ao menos se perguntarem se tal expressão faz ou não algum sentido. Sendo bastante custosa a reflexão, bastaria apenas que evitassem seu uso, à medida que ela fosse ficando mais e mais freqüente. Pelo menos assim a coisa não ganharia status, como foi no caso dos insistentes gerúndios do telemarketing: "estaremos encaminhando", "estaremos enviando"... É um clichê: uma mentira contada muitas vezes uma hora vira verdade.

Ainda sobre palavras, descobri um site interessante, adequado a estes tempos de muita leitura no computador. É o site do Projeto Releituras, que além de conter textos de escritores iniciantes, possui um acervo de mais de 900 textos de mais de 200 autores, nacionais e estrangeiros, clássicos e contemporâneos, enfim, de todo gênero e época. Lá dá para encontrar muita coisa de Nelson Rodrigues, Rubem Fonseca, Clarisse Lispector e de todos os outros possíveis de serem lembrados. Claro que não tem toda a obra de cada autor, mas pelo menos já dá pra ter uma noção desse ou daquele escritor.

Apocalipse Now é muito bom. Só ele em seus 200 minutos pra me redimir da bobeira de dias atrás. Marlon Brando, Martin Sheen (pai do Charlie) e Harrison Ford, sendo dirigidos pelo Coppola. Faz tempo que não via tanta estrela junta, e ainda mais ao som dos Doors. "This is the end, my only friend, the end..."


sexta-feira, 2 de janeiro de 2004

Palavras


Odeio quem fala "naIcimento", "naIceu", "aCcessível", "com certeza", "melhor qualidade de vida" e "risco de vida". Também são horrorosos paraibanos que falam "Fala sério" e "Demorou". Outro exemplo ridículo é o da propaganda do biscoito Tre-lê-lê que fez um trocadilho infame com o já sepultado "Uh-tê-rê-rê". Modas tipo "Ah, eu tô maluco", "Vai popozuda", "Não é brinquedo, não" e o recente "Tô nem aí" são igualmente desprezíveis. Ainda bem que essas porcarias passam... Mas os erros permanecem!

Se você não assistiu A Vida É Bela e/ou A Bruxa de Blair 2 não assista. Perdi quase 4 horas da minha vida com essas pérolas. Juntos são a prova de que uma das premissas básicas do cinema ocidental é a apelação. E realmente, Bruno, Central do Brasil foi injustiçado.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2004

Propaganda


Na entrevista de emprego:

- E você tem alguma experiência com Internet?

- Sim, já fiz alguns blogs.

- Meu filho, o que danado é isso??

Hoje é apenas o dia 2 e eu não tenho nada pra postar. Mas para o dia não passar em branco, deixo aqui só o anúncio de mais uma empreitada pelo terreno desconhecido do webdesign bloguístico, onde a vítima da vez foi a Ovelha. Na verdade nem deu tanto trabalho, só demorei mais colocando o letreiro da imagem de cima. Sei não, vou começar a cobrar..


Morada

Quando os homens chegaram , encontraram Dona Lourdes na cozinha, sentada à mesa. A idosa olhava para o quintal, indiferente às grossas rach...